Apresentação

A conscientização com relação à necessidade de endereçamento das questões sócio ambientais tem evoluído positivamente no século XXI particularmente com o objetivo de migração para um novo modelo econômico produtivo baseado no conceito de Desenvolvimento Sustentável.

Desenvolvimento Sustentável é um conceito sistêmico utilizado pela primeira vez em um relatório de 1987 elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas, o Relatório Brundtland.

Segundo o Relatório Brundtland, “Desenvolvimento Sustentável é um desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades”.

Um dos principais instrumentos de evolução para um modelo de Desenvolvimento Sustentável é a implantação de políticas públicas de Gestão de Resíduos visando minimizar os impactos ambientais e econômicos decorrentes de seu descarte incorreto.

O Brasil produz 161.084 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) por dia, segundo a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB 2088) do IBGE. A Região Nordeste apresenta a situação mais crítica, com a maior geração diária de resíduos por habitante e 51% dos 1.688 lixões espalhados pelo País. A situação exige soluções para a destinação final dos resíduos no sentido de aumentar a reciclagem e diminuir o seu volume, ou seja, é preciso ter menos lixo e só enviar para os aterros os rejeitos.

Neste contexto, no dia 2 de agosto de 2010 o Governo Federal promulgou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305, através da qual espera-se reduzir o desperdício de materiais passíveis de serem reciclados e a indução do estabelecimento de um novo modelo tanto na cadeia produtiva como na de consumo. 

A Política Nacional de Resíduos, disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, entre outros. O texto da lei estabelece diretrizes para reduzir a geração de lixo e combater a poluição e o desperdício de materiais descartados pelo comércio, pelas residências, pelas indústrias, por empresas e hospitais.

Baseado neste cenário bem como no das realidades locais, o Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais no Estado do Ceará (Sindiverde), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI), lançou em 2010 a iniciativa “RECICLA NORDESTE”.

Em sua primeira edição a “RECICLA NORDESTE” reuniu um público de 3.728 pessoas, 2.212 inscritos, gerou R$ 3,72 milhões em negócios realizados, R$ 2,72 milhões em negócios prospectados, e patrocinou a arrecadação de 1,2 toneladas de alimentos doados para a SOCRELP.

“Reciclando com sustentabilidade” é o tema da “RECICLA NORDESTE 2011”. Envolverá uma Mostra de Tecnologias Industriais e Sociais para a Gestão dos Resíduos, Salão de Boas Práticas e Indústria Modelo, Seminário Reciclagem e Meio Ambiente e Palestras Técnicas, Cursos, Workshop e Mostra de Ecoarte Cultura além de eventos paralelos de premiação de ações de Responsabilidade Sócio Ambiental devendo reunir 5000 pessoas no Centro de Convenções do Ceará de 3 a 5 de novembro de 2011.

 

Objetivos

Geral

Promover desenvolvimento com sustentabilidade a partir da integração entre a cadeia produtiva da reciclagem, a comunidade científica, o setor público e a sociedade como um todo.

Específicos

  1. Reunir todos os atores da cadeia produtiva da reciclagem e a partir da Responsabilidade Sócio Ambiental, fortalecer o setor como um todo;
  2. Promover e gerar negócios para o setor;
  3. Induzir o micro e o pequeno empresário do setor de reciclagem a tomar decisões tendo como base o tripé da sustentabilidade que considera, além do capital econômico, o capital ambiental e a justiça social;
  4. Fomentar a atualização conceitual e instrumental da cadeia produtiva da reciclagem e transformação de materiais;
  5. Proporcionar a troca interativa de conhecimento e contribuir de forma decisiva para a aproximação entre a comunidade científica e o setor empresarial, no sentido de estimular a geração de negócios, empregos e renda, que atendam os princípios da sustentabilidade;
  6. Fomentar a aplicação de ferramentas como P+L, Reúso de Água e Logística Reversa e Ciclo de Vida do Produto;
  7. Promover a difusão de tecnologias sociais e empreendedorismo contribuindo para a inserção formal de grupos de trabalhadores do setor;
  8. Difundir e aplicar a Política Nacional de Resíduos Sólidos;
  9. Promover a formação de uma cultura de combate ao desperdício promovendo a Educação Ambiental, a prática da Coleta Seletiva e o Consumo Consciente.